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Muelle Prat e Muelle de Pescadores, Puerto Natales


  • Terminal de barcos

Existem lugares que não se visitam: se atravessam. O Muelle Prat, administrado pela Empresa Portuaria Austral (EPA), é exatamente isso para quem viaja a Torres del Paine. É a borda onde Puerto Natales termina e começa a água do seio Última Esperanza, o fiorde que Juan Ladrillero percorreu no século XVI buscando uma saída para o Pacífico e que deixou a esta zona seu nome melancólico. Daqui partem as embarcações que navegam até os glaciares Balmaceda e Serrano, e aqui mesmo elas voltam no fim da tarde.

Onde fica e como se conecta com a tua rota

O cais está sobre a costaneira Pedro Montt, em plena Puerto Natales, a poucas quadras do centro e da maioria das hospedagens. Chega-se caminhando. Isso o transforma em uma parada natural para o dia anterior ou posterior a Torres del Paine, quando já tens a logística resolvida e sobra tempo livre na cidade. O parque fica a cerca de duas horas ao norte pela rota Y-290; o cais é a porta que olha na direção oposta, para os fiordes e os campos de gelo.

O que se vê da borda

A água do seio é quieta e de um cinza que muda com a hora. À frente, a silhueta dos morros do outro lado do fiorde; para o norte, a entrada dos canais por onde se vai a Balmaceda. Na margem, cisnes-de-pescoço-preto, corvos-marinhos e bandurrias que param sem pressa perto das pessoas. Quando o vento baixa, o reflexo das montanhas sobre a água é a fotografia que quase todos os viajantes levam de Natales.

O cais dos pescadores

A poucos passos do embarcadouro principal está o setor de pesca artesanal: passarelas de madeira, botes amarrados de cores fortes, redes secando e trabalhadores que levam gerações tirando centolla e merluza austral destes canais. É a Natales anterior ao turismo, a mesma que viveu do gado e dos frigoríficos. Se te interessa a fotografia documental ou simplesmente entender do que vive esta cidade, meia hora aqui diz mais do que um museu.

Quanto tempo dedicar

Como passeio em si mesmo, entre 30 e 60 minutos são suficientes para percorrer o cais, o setor pesqueiro e um trecho da costaneira. Se o teu plano é a navegação de meio dia a Balmaceda e Serrano, o embarque costuma ser pela manhã e conviene chegar com antecedência; os horários mudam conforme a temporada e o operador, então confirma-os no dia anterior.

Quando ir e o que levar

  • Temporada: entre outubro e abril o movimento de embarcações é diário e a luz se estende até bem tarde em dezembro e janeiro. No inverno a borda costeira segue aberta e caminhável, mas com menos navegações e dias curtos.
  • Vento: é o protagonista de Magallanes. Corta-vento, camadas e gorro mesmo no verão.
  • Luz: o amanhecer e o atardecer são os momentos mais generosos para fotografar. No verão isso pode significar antes das 6 e depois das 22 horas.
  • Piso: as passarelas de madeira ficam escorregadias com chuva ou geada. Calçado com boa aderência.